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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

3º COL; CAD 2 - Dossiê Feminismo Beta 1.0


Como prometido, posto aqui uma lista de muito material interessante para enriquecer o conhecimento de vocês em relação ao papel da mulher na sociedade e as lutas feministas. Devido ao grande volume de informação, posto aqui apenas os links que dão acesso às reportagens. Boa leitura!

Lembrete do que o professor falou em aula:

Cumprindo a tradição de tornar sociológico as coisas mais banais da sua vidinha de adolescente, seguem aqui algumas coisas que o titio Alvaro ensinou na aula:
- Todo esse lance de "pedir a mão pro pai", "o pai (ou qualquer outro homem, até um pirralho bocó de 5 anos) entregar a noiva", "a mulher casada adotar o sobrenome do marido" são heranças machistas de quando a mulher era vista como uma "coisa"  e como "inepta".
- A criação da pilula concepcional e a regulamentação de leis sobre o divorcio são conquistas feministas.
- Machismo não é um padrão de comportamento unicamente masculino, sendo também adotado e transmitido pelas mulheres em uma série de atitudes cotidianas. 

 
Reportagens e artigos interessantes

Que Mulher é essa? – reportagem da revista Superinteressante que analisa o papel e as conquistas das mulheres no decorrer da história.

Guerra dos Sexos – reportagem da revista Superinteressante sobre as diferenças físicas entre homens e mulheres em competições esportivas, bem como a discussão sobre competições que poderiam ser disputadas sem separação por gênero.

Ela se casou com ela mas ela virou ele – reportagem da revista Veja que aborda o fenômeno relativamente novo de lésbicas que fazem incursões cirúrgicas e hormonais para se tornarem homens. Excelente reportagem para discussão, devido toda a polemica envolvida (leia pra saber). Atente para as mudanças de comportamento observadas por uma dessas mulheres (ou ex-mulher :P) que passou a ingerir testosterona.

A Crise do Macho – Entrevista com o psiquiatra Luiz Cuschnir a revista Veja. Especialista em pacientes masculinos, ele explica como o Homem “se perdeu” na crise de identidade da vida moderna. E é claro, dá umas dicas sobre isso.

O sexo oprimido – Entrevista com o Historiador Israelense Martin Van Creveld a revista Veja. Ele afirma (e apresenta argumentos) que os verdadeiros oprimidos são os machos da espécie humana...

Qual o verdadeiro sexo frágil - nesse artigo curtinho e bacanudo, o biólogo Atila Lamarino explica algumas desvantagens evolutivas que os machos da espécie humana carregam em si (gosh!! O_o)

Violência contra a mulher – edição do Globo Repórter que mencionei na aula. Infelizmente, não consegui encontrar o vídeo do programa, mas a versão escrita dele também é bastante elucidativa (nota: pra navegar nos blocos, você tem que selecionar o tema num pequeno menu na parte superior. Procura com cuidado que é fácil achar o lugar).

Breve história da emancipação feminina: reportagem curtinha e bacana com uma linha do tempo das lutas e conquistas femininas.

Macho ensimesmado? - Um artigo sociológico analisando o novo papel da mulher na sociedade a reação masculina frente a isso.

Filmes que podem enriquecer o assunto:

Malena (Malèna); de Giuseppe Tornatore – Na trama, a viúva de um soldado desperta paixões em um grupo de garotos, em uma pequena cidade da Sicília. A história é interessante porque dá margem para diversas discussões sobre a “maldição” de ser bonita demais (e bota bonita nisso, zezuis!) e sobre as pequenas guerrilhas que as mulheres travam com elas mesmas. Nota: esse filme pode ser encontrado em uma das locadoras de Ibirá – a que fica no “shopping” (shopping?? Haiuhaiuhaiuhai :P). Em Uchoa não tenho conhecimento sobre a disponibilidade ou não.

 Meninos Não Choram (Boys Don't Cry);  de Kimberly Peirce – Baseado numa história real, o filme mostra a trajetória de uma mulher que ousa reivindicar uma identidade masculina em uma pequena cidade rural americana (e as conseqüências trágicas que isso acarreta). A pergunta que fica, e que seria legal debater, é se a protagonista sofre seu final trágico simplesmente por ser lésbica ou também pela “ofensa” de ser uma mulher ousando entrar num mundo de homens (o machismo é uma característica forte em varias comunidades rurais americanas). Nota: achável em quase todas as locadoras.

 O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs); de Jonathan Demme - Uma jovem agente do FBI busca ajuda com um perigoso psicopata canibal para desvendar mistério em torno de uma assassino que tira a pele de suas vítimas. Apesar de ser um filme de suspense, é um dos melhores filmes a discutir o papel da mulher na sociedade moderna (cada vez mais entrando nos espaços que eram só de homens, mas quase nunca sendo bem recebida). Nota: achável em quase todas as locadoras.

Uma Equipe Muito Especial (A League of Their Own); de Penny Marshall - Com os jogadores profissionais lutando na 2ª Guerra Mundial, os donos de times decidem criar uma liga feminina de baseball. Filme muito bacana, pois mostra um pouco como foi o “up” que as mulheres receberam graças a Segunda Guerra Mundial (um dos fatores chave para a mulher reivindicar um espaço maior na sociedade, e origem de quase todas as discussões feministas do Séc. XX. Nota: eu acho nunca vi esse filme em locadora nenhuma, mas pelo menos lançado em DVD ele foi. É uma questão de garimpar caso se queira assistir...

Adendos: 

-Agressão física contra a mulher: Quais as primeiras providências? - um pequeno guia de como agir em caso de agressão.

- Direitos da mulher - Uma série de artigos sobre direitos das mulheres nas mais diferentes  situações.

- Portal Violência contra a mulher - site completamente dedicado ao assunto- completíssimo. 

PS: Pretendo complementar esse artigo com mais alguns itens. Se você gostou do assunto, não deixe de ver se esse pequeno dossiê teve atualizações (quando isso acontece eu subo o numero da “versão” da postagem). Qualquer dica pra aprimorar o mesmo será muito bem vinda nos comentários. Até!

sábado, 25 de julho de 2009

3 COL- Como Fazíamos Sem... Emprego


Como eu vivo martelando na cabecolha de vocês, a gente ainda tem que lutar muito pra melhorar o mundo, mas ele já foi bem pior. Este pequeno artigo da revista Aventuras na História faz um resumo de como eram as coisas no tempo que direito trabalhista e outros troços do tipo não existiam...
Boa Leitura!!

Como Fazíamos Sem... Emprego
por Rodrigo Gallo

Em 1752, um operário inglês foi chamado para uma conversa com o capataz da metalurgia onde trabalhava, na periferia de Londres. O funcionário foi informado de que, caso quisesse continuar empregado, deveria trabalhar duas horas a mais por dia, sem receber nada a mais por isso. Como já era de praxe desde o feudalismo, ele não tinha a opção de discutir com o chefe, sob risco até de apanhar, e aceitou a imposição.
Esse tipo de humilhação, descrita num relatório da TUC (Trades Union Congress, uma das maiores centrais sindicais da Inglaterra), era comum nas fábricas do século 18. As pessoas eram obrigadas a se sujeitar a condições de trabalho insalubres, muitas vezes sem receber salário fixo. Esse cenário começou a mudar durante a Revolução Industrial, período que serviu para aprimorar as máquinas e os processos de produção, atingindo com mais força a Europa e os Estados Unidos. Por causa do aumento da exploração, os trabalhadores se organizaram e partiram para a briga com os patrões, exigindo coisas que hoje soam banais, como salários fixos, férias e aposentadoria. Veja aqui como vivíamos sem...

...Profissões
A Revolução Industrial foi uma das principais responsáveis pela divisão dos trabalhadores por categorias profissionais. Com a automação das indústrias e o aprimoramento da tecnologia, nos séculos 18 e 19, os funcionários passaram a ser divididos pela capacidade de lidar com as máquinas. Antes da revolução, os trabalhadores não tinham profissões definidas, o que complicava ainda mais a situação dos assalariados da indústria. Eles eram contratados para ser simplesmente empregados da fábrica. Por isso, deveriam ser capazes de fazer tudo, desde atuar nas linhas de produção até limpar banheiros, se fosse necessário. Em cidades como Londres e Paris, empregavam-se muitas mulheres e crianças, que eram consideradas mão-de-obra barata. O recrutamento dos empregados levava em conta apenas critérios físicos – como força para trabalhos braçais e agilidade para as tecelagens. Por falta de treinamento, era comum que os operários sofressem amputações. Nesses casos, os patrões ainda culpavam os acidentados por descuido – e os demitiam em seguida.

...Direitos trabalhistas
Entre os séculos 17 e 19, sem leis trabalhistas, os operários eram obrigados a se sujeitar a empregos desumanos e a muita humilhação, principalmente em países industrializados como Inglaterra e França. “Não havia aposentadoria nem assistência médica. Com relação ao horário, trabalhava-se muitas vezes 14, 16 e até 18 horas por dia”, escreveu o historiador Augusto Lanzoni em seu livro Iniciação às Ideologias Políticas. Além disso, nada de folga nem horário de almoço. “Os trabalhadores eram remunerados por hora trabalhada, sem possuir vencimentos fixos. Eles até podiam folgar, mas teriam o dia descontado do pagamento no fim do mês”, afirma o sociólogo Gláucio Gonzalez, da Fundação Santo André.
A situação começou a melhorar aos poucos, principalmente após o crescimento dos movimentos operários, que tomaram força de vez a partir da segunda metade do século 19 na Europa. Para que as leis específicas fossem criadas, houve muito derramamento de sangue. Um exemplo ocorreu em 8 de março de 1857, em Nova York, quando operárias de uma tecelagem fizeram uma greve exigindo a redução da jornada de trabalho, de 12 horas. Reprimidas pela polícia, se esconderam dentro da fábrica. Os patrões trancaram as portas e atearam fogo ao prédio, carbonizando 129 pessoas.
Com o tempo, essas lutas culminaram na criação de leis específicas na Europa e nos Estados Unidos, já no século 20, que foram responsáveis pelo aumento da qualidade de vida da população assalariada. Segundo Augusto Lanzoni, as conquistas se expandiram para o restante do mundo à medida que os países se industrializavam e os trabalhadores se viam obrigados a formar organizações para defender seus direitos.

...Sindicatos
A organização dos trabalhadores em sindicatos ou associações era veementemente proibida pelos governos burgueses que comandavam os países europeus nos séculos 18 e 19. Assim, não era permitido qualquer tipo de protesto na porta das fábricas. “Quem participava de greves era perseguido como criminoso e podia acabar preso. Não havia regras que permitissem a organização dos trabalhadores, e sindicatos ou associações eram considerados ilegais”, afirma Gonzalez.
Em países como Inglaterra e França, os empregados se reuniam clandestinamente e, dessas reuniões, surgiram os primeiros movimentos operários, que brigariam por melhores condições de trabalho. Em 1º de maio de 1886, em Chicago, Estados Unidos, mais de 1 milhão de trabalhadores saíram às ruas para protestar. Centenas foram presos pela polícia. Três dias depois, numa assembléia na praça Haymarket, uma bomba explodiu, matando dezenas de trabalhadores e ferindo outros 200. Mesmo ilegais e com tamanha repressão, os protestos resultaram em mudanças. Em 1890, o Congresso americano votou e aprovou a lei que fixava a carga horária de trabalho em oito horas.
Os trabalhadores brasileiros começaram a se mobilizar principalmente na década de 1940, quando a industrialização ganhou mais força no país. A grande conquista foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo alguns direitos básicos. A legislação sofreu adendos a partir de 1960, com o surgimento do sistema único de previdência (hoje chamado de INSS) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

3 COL - Simulados e Dicas para o ENEM 2009 v1.1


Depois de descansar um pouco (eu mereço, pô!), cá estou eu de volta pra atualizar o blog...

Atendendo a pedidos postados na caixa de mensagens, o primeiro post de retorno envolve uma pequena ajuda aos “desesperados” pelo vestibular. Primeiramente, volto a frisar que o “novo ENEM” ainda é uma incógnita (pelo menos no seu todo), e não existe ainda “formulas” especificas pra se lidar com ele. A dica que dou sobre ele é a de sempre: mantenha-se atualizado (os livros do “guia do estudante” que vocês ganharam é uma ótima ferramenta pra isso), leia bastante (MESMO!!) e tente aprimorar seus conhecimentos escolares.
Mas como sou um cara legal, indexei no post o máximo de simulados pro novo ENEM encontrei pela NET. Baixe e treine!!

Simulados ENEM:

Simulado do Anglo (PDF)
Simulado Guia do Estudante (online, ainda não completo)
Simulado COC/Terra (online)
Simulado objetivo (PDF, infelizmente apenas com a opção respondida e comentada)


Sites pra quem tá vestibulando:

Blog do ENEM (perfeito pra quem quer estudar pro ENEM)
Vestibular UOL(muita coisa MESMO para o vestibulando)
Dicas para ENEM e PROUNI (blog com muitas dicas e downloads)

PS: Esse post será constantemente atualizado conforme eu “cavar” novas coisas. Se tiver alguma outra dica boa de site ou simulado, poste nos comentários que ela pode ser anexada aqui.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

3°COL, 2°BI – Texto base para a Prova

Não entre em pânico: Basta se preparar!!

Texto base para a prova dos terceiros anos. Se tiverem duvidas quanto a termos, pesquisem e se informem. Não se esqueçam que NÃO PRECISA decorar o texto, já que o mesmo estará disponível na própria prova (aliás, não precisa nem ler aqui se não quiser :-P).

LINHA DO TEMPO CIDADANIA:


SécXVIII/EUA – Acontece o longo processo (1776-1783) que levaria a independência dos EUA em relação a Inglaterra. Os lideres da revolução foram fortemente influenciados por ideais Iluministas (principalmente pela idéias do filosofo John Locke).

1789/França- Logo após a revolução que tirou os privilégios da Nobreza e do Clero, a França Revolucionária proclama a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

1791/França - Olympe de Gouges, revolucionária francesa, lança o manifesto “Declaração dos Direitos da Mulher”, denunciando a Declaração dos Direitos do Homem como instrumento de cidadania restrita aos componentes do sexo masculino. É decapitada.

SécXIX/Mundo- A situação da classe trabalhadora em geral é bastante desalentadora: trabalham 16 horas por dia, ganham muito mal, não tem direito a férias, trabalham em condições insalubres etc. O descontentamento da população impulsionara vários movimentos operários em busca de direitos para o trabalhador.

1848/EUA - Henry David Thoreau pública “A Desobediência Civil”, obra sobre resistência pacifica que terá decisiva influencia nos movimentos encabeçados por Gandhi e Martin Luher King.

1848/Alemanha – Os Filósofos Karl Marx e Friedrich Engels publicam o Manifesto do Partido Comunista, obra que servirá de base para vários movimentos trabalhistas ao redor do mundo.

1863/EUA- Abolida a escravidão nos EUA. Em 1868, eles obtém direitos iguais aos dos brancos.

1876/EUA- começam a ser promulgadas as Leis Jim Crow (principalmente em Estados e Municípios Sulistas). Tais leis limitavam visavam barrar a freqüência de negros em escolas públicas e ao uso dos transportes públicos, restaurantes, teatros, hotéis, cinemas, balneários. Em muitos estados proibiu-se o casamento entre pessoas de raças distintas. Formatou-se a doutrina do equal but separate, legalizou-se a segregação, conquanto que se fornecessem serviços e condições iguais, para brancos e segregados.
 
1913/EUA- A segregação racial é formalizada na esfera Federal pelo Presidente Woodrow Wilson.

SécXX/Mundo- As organizações trabalhistas conquistam importantes direitos para a classe trabalhadora. Após dezenas de anos de luta, os trabalhadores passam ter direitos como: 13º Salário, Férias, licença saúde, hora extra, adicional para serviços perigosos etc).

1948/Mundo- Publicada pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece parâmetros básicos para a construção de um mundo mais justo. Como não possui a força de lei, a DUDH não é respeitado por todos os paises (mesmo assim, é um avanço importante).

1955/EUA- A passageira negra Rosa May Parks se nega a ceder seu lugar no ônibus para um passageiro branco e é presa. A população negra iniciou um boicote às companhias de ônibus que durou 381 dias, causando grandes prejuízos, até que, em novembro de 1956, a Suprema Corte declarou inconstitucional a lei de segregação racial dentro dos ônibus. Este episódio foi a partida de um movimento maior encabeçado pelo Reverendo Martin Luther King Junior.

1964/EUA – depois de muita pressão do Movimento Negro capitaneado por Luther King, é aprovada a Lei de Direitos Civis, que proíbe qualquer tipo de discriminação baseada em raça, cor, religião e nacionalidade (e abole as Leis Jim Crow).

SécXX/Parte do Mundo – Movimentos feministas ganham força (principalmente na década de 60), e as mulheres conquistam pouco a pouco direitos antes restritos aos homens (voto, estudo, trabalho, divorcio etc).

2005/Brasil – “Mulheres estudam mais, mas ganham 30% menos que homens” é o título de reportagem do Jornal Folha de São Paulo.

2008/EUA – Eleito o primeiro presidente negro da História Norte Americana, Barack Obama.

domingo, 21 de junho de 2009

Atualidades em Foco: Eleições no Irã

clique na foto pra ver mais

Muito tem se falado do conflito eleitoral do Irã, mas as vezes não temos a percepção correta de só ouvir falar, e as vezes ainda temos uma ideia muito errada sobre outros povos e países. Por isso resolvi postar esse link com fotos do conflito no Irã. clique na foto que ilustra o post pra ser direcionado ao site com as fotos.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cuidado com o que Ouvem

Orelhas em pé e acreditando em tudo o que ouve...

Mais um post que serve para todas as classes (e que todo mundo deveria ler). Neste pequeno artigo o consultor de empresas Stephen Kanitz (também colunista da Revista Veja) fala sobre a importância de se questionar as informações que recebemos. Imperdível!!

NOTA: se preferir, pode ler esse artigo direto do site dele (basta clicar aqui).


Cuidado com o que Ouvem

Por stephen kanitz

"Vigilância epistêmica” é a preocupação que todos nós devíamos ter com relação a tudo o que lemos, ouvimos e aprendemos de outros seres humanos, para não sermos enganados. Significa não acreditar em tudo o que é escrito e é dito por aí, inclusive em salas de aula. Achar que tudo o que ouvimos é verdadeiro, que nunca há uma segunda intenção do interlocutor, é viver ingenuamente, com sérias conseqüências para nossa vida profissional. Existe um livro famoso de Darrell Huff chamado Como Mentir com Estatísticas, que infelizmente é vendido todo dia, só que as editoras não divulgam para quem. Cabe a cada leitor tentar descobrir.
Vigilância epistêmica é uma expressão mais elegante do que aquela palavra que todos nós já conhecíamos por “desconfiômetro”, que nossos pais nos ensinaram e infelizmente a maioria de nós esqueceu. Estudos mostram que crianças de até 3 anos são de fato ingênuas, acreditam em tudo o que vêem, mas a partir dos 4 anos percebem que não devem crer. Por isso, crianças nessa idade adoram mágicas, ilusões óticas, truques. Assim, elas aprenderão a ter vigilância epistêmica no futuro.
Lamentavelmente, muitos acabam se esquecendo disso na fase adulta e vivem confusos e enganados, porque não sabem mais o que é verdade ou mentira.
Nossa imprensa infelizmente não ajuda nesse sentido; ela também não sabe mais separar o joio do trigo. Hoje, o Google indexa tudo o que encontra pela frente na internet, mesmo que se trate de uma grande bobagem ou de uma grande mentira. Qualquer “opinião” é divulgada aos quatro cantos do mundo. O Google não coloca nos primeiros lugares os sites da Universidade de Oxford, Cambridge, Harvard ou da USP, supostamente instituições preocupadas com a verdade. In veritas é o lema de Harvard. O Google não usa sequer como critério de seleção a “qualificação” de quem escreve o texto no seu algoritmo de classificação. Ph.Ds., especialistas, o Prêmio Nobel que estudou a fundo o verbete pesquisado aparecem muitas vezes somente na oitava página classificada pelo Google. Avaliem o efeito disso sobre a nossa cultura e a nossa sociedade a longo prazo.
Todos nós precisamos estar atentos a dois aspectos com relação a tudo o que ouvimos e lemos:

• Se quem nos fala ou escreve conhece a fundo o assunto, é um especialista comprovado, pesquisou ele próprio o tema, sabe do que está falando ou é no fundo um idiota que ouviu falar e simplesmente está repassando o que leu e ouviu, sem acrescentar absolutamente nada.

• Se o autor está deliberadamente mentindo.

Aumentar a nossa vigilância epistêmica é uma necessidade cada vez mais premente num tempo que todos os gurus chamam de “Era da Informação”.
Discordo profundamente desses gurus, estamos na realidade na “Era da Desinformação”, de tanto lixo e “ruído” sem significado científico que nos são transmitidos diariamente por blogs, chats, podcasts e internet, sem a menor vigilância epistêmica de quem os coloca no ar. É mais uma conseqüência dessa visão neoliberal de que todos têm liberdade de expressar uma opinião, como se opiniões não precisassem de rigor científico e epistemológico antes de ser emitidas.
Infelizmente, nossas universidades não ensinam epistemologia, aquela parte da filosofia que nos propõe indagar o que é real, o que dá para ser mensurado ou não, e assim por diante.
Embora o ser humano nunca tenha tido tanto conhecimento como agora, estamos na “Era da Desinformação” porque perdemos nossa vigilância epistêmica. Ninguém nos ensina nem nos ajuda a separar o joio do trigo.
Foi por isso que as “elites” intelectuais da França, Itália e Inglaterra no século XIV criaram as várias universidades com catedráticos escolhidos criteriosamente, justamente para servir de filtros e proteger suas culturas de crendices, religiões oportunistas e espertos pregando mentiras.
Há 500 anos nós, professores titulares, livres-docentes e doutores, nos preocupamos com o método científico, a análise dos fatos usando critérios científicos, lógica, estatísticas de todos os tipos, antes de sair proclamando “verdades” ao grande público. Hoje, essa elite não é mais lida, prestigiada, escolhida, entrevistada nem ouvida em primeiro lugar. Pelo contrário, está lentamente desaparecendo, com sérias conseqüências.


Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Revista Veja, Editora Abril, edição 2028, ano 40, nº 39, 3 de outubro de 2007, página 20

A Lenda do Beijo Infeccioso – Parte 2

Isso sim é beijo mortal de verdade!!
(e não foi no Fest Folia :P)

Sim, isso é a parte dois da bagaça :P. resolvi pesquisar um pouco mais o assunto, e cheguei a informações interessantes - principalmente graças a uma postagem do site “diário de solteiro”. No post “Pegação é boa, mas cuidado!”, a “reporti” postou o referido caso como se fosse verdade-verdadeira-di-verdadi-messsssmmoooooo... o único “pobrema” foi que os quase 142 comentários (até o momento em que escrevo isso) confirmaram totalmente o caráter de lenda urbana do troço.
Quem tiver paciência, vale muito a pena ler toda a postagem e comentários. O mais interessante não são as pessoas que desmentem o fato, mas justamente as que tentam confirmá-lo : o nível de incoerência e contradições entre as versões entrega a inverdade da história! Aparentemente, todo mundo conhece pessoalmente a “menina” do causo, só que as histórias nunca batem, e (pior) se passam em cidades diferentes (São Paulo, Goiânia, São José do Rio Preto, Uberlândia etc).
Também nos comentários, alguém postou um link para um famoso site anti-lendaurbanifero (:P) que mostra que essa pataquada de beijo contaminado começou pelas bandas de Londres (em 2003!!!). até perdôo a ingenuidade brasileira, mas a falta de originalidade é de amargar O_o.

Por ultimo, gostaria de lembrá-los que existem SIM pessoas que transam com cadáveres (necrófilos), bem como trocentas doenças que podem ser transmitidas por fluidos bucais (também conhecidos como “baba”): gripe, dor de garganta, herpes, meningite, gonorréia, sífilis, sapinho et cetera. Obviamente, o fato de tais coisas existirem não implica EM NADA na veracidade da lenda urbana do beijo infeccioso (que meda!).

Agora me dêem licença que tenho que colocar meu saci de garrafa pra tomar um solzinho...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Lenda do Beijo Infeccioso - Parte 1

Pobres crianças, nem imaginam o perigo que correm!! :P

De uns tempos pra cá chegou pras bandas de Ibirá e Uchoa a lenda urbana do beijo-infeccioso-transmitido-por-necrófilo. Muita gente acreditou nessa lorota (embora não exista nenhuma evidencia concreta de tal fato). Neste pequeno artigo, duas estudantes de Jornalismo da UFG (Lorena Gonçalves e Paula Falcão) contam como essa besteira sem noção surgiu lá pelos lados de Goiânia (sim, começou por lá).
Vocês também podem ler o artigo direto do blog das moças (clicando
aqui). Boa leitura!!


A Lenda do Beijo Infeccioso
Boatos e especulações ganham valor de fatos e ocupam o imaginário dos goianienses



Há um mês uma história fantástica tem se espalhado por Goiânia. O boato conta sobre uma garota que teria se infectado com uma bactéria de cadáveres por meio de um beijo dado em um estranho. Essa é apenas a temática da narrativa, que dadas as circunstâncias informais, ganhou várias versões, que caracterizam um tipo de lenda urbana.As lendas urbanas são histórias de caráter duvidoso e sensacionalista, e que de modo geral, são transmitidas oralmente, e passam a fazer parte do imaginário popular. Na maioria dos casos, as personagens são pessoas não-relacionadas diretamente ao indivíduo que conta a narrativa, o que cria um ciclo vicioso, repleto de especulações, oscilações e contraposições.
O relato mais recente, que tem instigado a curiosidade e o medo nas pessoas é sintetizado no depoimento de Alice Queirós, estudante de biomedicina: “Uma menina foi pra uma festa de uma famosa boate de Goiânia, e influenciada por uma amiga, beijou um rapaz muito bonito. Entretanto, após algumas horas notou feridas no rosto, na região próxima à boca. Preocupada, procurou ajuda médica e descobriu que, por causa do beijo, estava infectada com bactérias que só poderiam ser encontradas em cadáveres. Ao ser acionada, a polícia investigou o caso e descobriu que o rapaz responsável escondia dois corpos em seu apartamento, e praticava sexo com eles. A moça foi internada, e se encontra em estado grave.”Os desdobramentos desse primeiro depoimento são inúmeros. “Fiquei sabendo que ela está internada em estado grave, na UTI”, afirma Geovana Gonçalves, estudante de Biomedicina. “Ela está em coma, em carne viva”, disse Weilly Lino, universitário. Já Bruna Lemes, estudante de ensino médio afirma que a infecção foi fatal. “Me informaram que ela morreu”.As versões sobre o rapaz responsável pelo ocorrido também são controversas. Algumas fontes dizem que ele seria um estudante de medicina, que trabalhava no Instituto Médico Legal, IML, e que por isso se contaminou.
Em outra narração o jovem se chamaria Evandro e esconderia cadáveres roubados de cemitérios em seu apartamento. “Ele é necrófilo, ou seja, mantém relações sexuais com cadáveres e teria sido preso, após os policiais terem encontrado os corpos de duas mulheres em sua casa. Um estava no guarda-roupa, e o outro que ele mais gostava, estava na geladeira”, afirma Caroline Ribeiro, universitária.
No entanto, os boletins policiais das últimas semanas revelam que não houve caso de algum rapaz preso por violação de cadáver, ou assassinato, cuja história se encaixe com os parâmetros divulgados no boca-a-boca. "Conversei com colegas, inclusive da delegacia de homicídios e constatei que não há registros sobre o caso", afimou Rander Gomes de Deus, delegado federal aposentado.
Os hospitais listados pelas pessoas nos relatos revelaram que não houve qualquer paciente que se enquadrasse com o episódio descrito. Nádia Chuc, uma das médicas responsáveis pela UTI do Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia (HDT), afirmou que a garota não estava internada na instituição e considerou que a história “é até engraçada, de tão absurda! É um caso a ser estudado pela psiquiatria!”. Nádia afirmou ainda que é comum fofocas assim serem espalhadas pelos corredores de hospitais.Apesar de o fato ser conhecido amplamente na cidade, a história não foi noticiada, ou confirmada por qualquer veículo de comunicação. A TV Anhanguera e o jornal o Diário da Manhã, citados em alguns dos relatos, negaram terem noticiado qualquer acontecimento similar. Muitas declarações, no entanto, dizem que as famílias envolvidas são influentes e que a contenção da notícia ocorre para evitar constrangimentos para a vítima. “Ouvi dizer que a menina infectada é filha de um delegado, por isso estão escondendo da mídia”, afirmou Alice Queirós.
Pessoas que conheceram a história relatam que a possível fonte inicial seria uma professora de Anatomia da Universidade Federal de Goiás, que teria tido contato direto com a jovem infectada, em um hospital. Todavia, a professora responsável pela disciplina na instituição informou que não tem conhecimento do assunto.
Apesar das especulações, a narrativa carrega verossimilhança. Existem doenças transmissíveis por meio do beijo, desde a simples “Doença do Beijo”, causada pelo vírus Epstein-Barr e que simula uma gripe; até doenças sexualmente transmissíveis, como gonorréia e sífilis. A necrofilia também é uma realidade. Há vários casos de pessoas que se envolvem sexualmente com cadáveres, como o ocorrido em 2005, em Coxim – Mato Grosso do Sul, no qual um homem foi preso por violar um túmulo de uma mulher recém-falecida.
Além disso, existe uma bactéria com características compatíveis com as relatadas, mas que não se relaciona com cadáveres: a vibrio vulnificus. É um microorganismo que provoca infecções em feridas. Pessoas com problemas hepáticos ou imunodeficiência estão sujeitas às infecções mais graves. Nesses casos a infecção pode levar rapidamente a morte. A bactéria é natural de ambientes e espécies marinhos. Não há dados disponíveis sobre a freqüência da patologia no Brasil.
Lendas Urbanas
As lendas urbanas têm sido abordadas nos novos meios de comunicação, como em correntes da internet, jornalismo online, e pela televisão, principalmente em programas vespertinos diários e dominicais. Nos programas de TV, os quadros consistem na dramatização da narrativa, e tratam o caso como se fosse verídico. São episódios que descrevem histórias bastante conhecidas, como: O Trem Fantasma, O Roubo do Rim, O Homem do Saco e a Bruxa do Espelho.
Apesar de a repercussão atual ser massificada e automática, lendas antigas permanecem em voga, como “A Loira do Banheiro”. A estudante de agronomia, Laís Santiago afirma conhecer a velha história que costumava ocupar o tempo do recreio na escola. A aparição da figura sombria exigia a realização de um ritual “Eu e minhas amigas costumávamos ir ao banheiro e dar várias descargas, abrir e fechar a torneira e bater a porta. Quando teoricamente a loira iria aparecer saíamos correndo e gritando”, diz a estudante.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

3ºCOL – Janaina

Vocês conhecem a Janaina? Não?! Como não?! É claro que conhecem. Devem conhecer dúzias delas. Talvez seja até você (mesmo que você não soubesse disso até o momento).
Abaixo segue a musica pra quem quer ouvir, acompanhada da letra pra você acompanhar.

Eu realmente gosto dessa música. Não apenas pelo lado “sociológico” dela, mas também por motivos artísticos. Vou dar um tempo para vocês comentarem impressões sobre a música; depois pretendo completar esse post com uma pequena analise dela. Por hora, dêem o PLAY e escutem!

Biquini Cavadão - Janaina


JANAINA - Biquini Cavadão
Janaina acorda todo dia às quatro e meia
E já na hora de ir pra cama, Janaina pensa
Que o dia não passou
Que nada aconteceu
Janaina é passageira
Passa as horas do seu dia em trens lotados
Filas de supermercados, bancos e repartições
Que repartem sua vida
Mas ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Mas ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Se Deus quiser.....Janaina é beleza de gestos, abraços,
Mãos, dedos, anéis e labios
Dentes e sorriso solto
Que escapam do seu rosto
Janaina é só lembrança de amores guardados
Hoje é apenas mais uma pessoa
Que tem medo do futuro- que aconteceu ? -
Se alimenta do passado
Mas ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Mas ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Se Deus quiser.....Já não imagina
Quantos anos tem
Já na iminência
De outro aniversário
Janaina acorda todo dia às quatro e meia
Já na hora de ir pra cama, Janaina pensa
Que o dia não passou
Que nada aconteceu

1ºCOL; 3ºCOL; 1ºBI - Ilha das Flores